Tô perplexa. Nao quero, nem devo, explicar porque... até tinha começado, tava ficando bem estruturado o post, mas eu resolvi apagar tudo e deixar como está agora: em off.
Tudo estava indo muito bem hoje, eu estava meio "singing in the rain", eu havia feito as pazes com o frio e a chuva (com as quais eu brigara ontem à noite)... mas esse mundinho ridículo me deixou chocada com a realidade.
Não que eu seja socialista, comunista... longe de mim, eu sei que adoro um luxo e coisas caras, eu sei que minha paixão são viagens, eu sei que eu sou meio influenciada pela grana. Mas o que me consome é a forma que as pessoas fazem pra consegui-la: tudo muito sujo, muito corrupto, muito desumano, de forma mais atroz e inescrupulosamente possível. E eu não estou falando (só) dos políticos não, esses donos de empresas, essas instituições, os "poderosos" que conseguem subir na vida e esquecem que já foram um nada, se apropriam da força humana alheia e aproveitam da dependência e sonho destes para conseguir mais dinheiro, e ainda tem a cara de pau de fingir que não é com ele! Isso é imperdoável, é ridículo, é revoltante!
Será que não resta ao menos pena neles? Será que eles não tem dó da pessoa que faz de tudo para receber o mísero salário dado? Será que não pensam que as pessoas tem sonhos, de estudar, de ganhar dinheiro, de ser alguém na vida, de fazer carreira, de ter um diploma? Pena, o pior e mais odioável sentimento, será que nem isso eles tem?
Se eles não sentem pena dos outros, eu sinto pena deles.
"This used to be a funhouse
But now it's full of evil clowns
It's time to start the countdown
I'm gonna burn it down down down ...
Burn this fucker down!"
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terça-feira, 28 de julho de 2009
domingo, 21 de junho de 2009
Brincadeiras da vida
Um grupo de crianças passeava pelo parque. Todas brincavam, felizes, sem se preocupar com a vida, sem se preocupar com a morte, sem se preocupar com o amanhã.
Quando eu as vi, fiquei a pensar. Lembrei-me de certo dia, quando eu tinha uns oito anos, que eu falei pra minha mãe:
_ Não vejo a hora de ser adulta, mãe!
E ela me respondeu:
_ Filha, não pense nisso. Viva essa sua infância tudo o que você puder. Brinque, ria, aproveite o Sol, porque isso vai passar, e você sentirá muita falta do seu passado.
Pois é, mãe é mãe, como ela tinha razão. Eu vendo aqueles meninos e meninas contentes, sem se preocupar com contas, com uma profissão, eles tinham todo o tempo do mundo para eles, não havia vingança, ódio, inveja... O máximo que eles podem fazer é gritar "Seu chato!", e isso não é o fim da vida para eles. Eles não precisam se preocupar com estudos, com carreiras, com futuros.
Já nós, adultos, não. Não tenho tempo pra mim, é só estudos, preocupações com dinheiro, pensar numa carreira. Meu maior medo é sonhar tanto, e realizar quase nada! Há quanto tempo eu não tenho três horas livres, para assistir um filme! Há quanto tempo eu não saio à noite, numa festa, só pra curtir, pra dançar, pra ouvir uma boa música. Tudo culpa da nossa forma de vida, não que seja errada, mas que nos torna injustos com nossas próprias vontades. Eu preciso estudar, passar no vestibular, há uma espectativa dos outros e minha sobre mim mesma. E o pior, vivemos na defensiva, sempre com "um pé atrás", acreditando que aquele está do seu lado só se faz seu amigo, mas ele na verdade quer seu mal. Qualquer palavra mal dita para nós é sinônimo de ofensas, desacatos.
Essas crianças ainda possuem a verdadeira liberdade. Nós adultos esperamos, algum dia voltar a tê-la.
Hoje, se eu pudesse, diria à minha mãe:
_ Mãe, quero voltar a ser criança!
Mas já é tarde demais.
Quando eu as vi, fiquei a pensar. Lembrei-me de certo dia, quando eu tinha uns oito anos, que eu falei pra minha mãe:
_ Não vejo a hora de ser adulta, mãe!
E ela me respondeu:
_ Filha, não pense nisso. Viva essa sua infância tudo o que você puder. Brinque, ria, aproveite o Sol, porque isso vai passar, e você sentirá muita falta do seu passado.
Pois é, mãe é mãe, como ela tinha razão. Eu vendo aqueles meninos e meninas contentes, sem se preocupar com contas, com uma profissão, eles tinham todo o tempo do mundo para eles, não havia vingança, ódio, inveja... O máximo que eles podem fazer é gritar "Seu chato!", e isso não é o fim da vida para eles. Eles não precisam se preocupar com estudos, com carreiras, com futuros.
Já nós, adultos, não. Não tenho tempo pra mim, é só estudos, preocupações com dinheiro, pensar numa carreira. Meu maior medo é sonhar tanto, e realizar quase nada! Há quanto tempo eu não tenho três horas livres, para assistir um filme! Há quanto tempo eu não saio à noite, numa festa, só pra curtir, pra dançar, pra ouvir uma boa música. Tudo culpa da nossa forma de vida, não que seja errada, mas que nos torna injustos com nossas próprias vontades. Eu preciso estudar, passar no vestibular, há uma espectativa dos outros e minha sobre mim mesma. E o pior, vivemos na defensiva, sempre com "um pé atrás", acreditando que aquele está do seu lado só se faz seu amigo, mas ele na verdade quer seu mal. Qualquer palavra mal dita para nós é sinônimo de ofensas, desacatos.
Essas crianças ainda possuem a verdadeira liberdade. Nós adultos esperamos, algum dia voltar a tê-la.
Hoje, se eu pudesse, diria à minha mãe:
_ Mãe, quero voltar a ser criança!
Mas já é tarde demais.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Sorte de hoje!
"O mundo é uma tragédia para os que sentem e uma comédia para os que pensam"
Será que o meu mundo pode ser um drama, para eu poder sentir e pensar?
Será que o meu mundo pode ser um drama, para eu poder sentir e pensar?
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