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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O ínicio

É como os professores dizem: esse não é o fim, mas o ínicio. Pois é, domingo eu farei meu primeiro vestibular, na Evangélica. Por ter ficado uma semana sem estudar, eu estou bem relaxada, bem tranquila. Mãe é mãe e sabe o que o filho precisa, nunca discuta com a sua.

Se eu estou confiante? Talvez sim. De fato, eu detesto cantar vitória antes do tempo, de criar espectativas, sonhar tão alto pra que depois eu tenha um tombo bem feio. Prefiro, ao invés de falar que estou confiante, dizer que não estou com medo. É exatamente isso. Estou como no ano passado. Talvez melhor, ano passado eu nunca tinha feito um vestibular - hoje (infelizmente) já estou experiente no assunto - e tenho certeza que pelo menos estou melhor preparada que antes. Não estou com medo. 5 minutos antes da prova estará a Renata cantarolando uma música. Estarei bem.

Mas é tudo tão engraçado, eu passei um ano da minha vida a fim desses 5 finais de semanas que estão por vir. A minha vida mudou por causa desses finais de semana. Eu mudei por causa desses finais de semana. Se fosse pra eu fazer uma dedicatória, eu diria "Tudo isso para os próximos finais de semana!"

Eu espero que esse novo "Era uma vez uma garota que foi fazer vestibular" termine num "e [depois desse trote] viveu feliz para sempre". Tomara, Deus.

"Há uma voz que canta, há uma voz que dança [...] QUEIRA, basta ser sincero e desejar profundo, você será capaz de sacudir o mundo."

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Tudo certo

Sabe quando tudo vai bem, quando o mundo conspira a teu favor, quando cada instante do dia, seja em casa, seja no cursinho com os amigos ou os professores, ou até mesmo (quem diria) no biarticulado, cada instante está valendo a pena viver? Pois é, minha vida está assim ultimamente.
Eu sei que isso é muito estranho, principalmente para uma típica vestibulanda que não sabe nem o que é botar os pés para fora de casa a não ser para ir ao cursinho, e que dorme tarde e acorda cedo porque deve saber de tudo para poder passar em medicina. Eu sei que é estranho para uma garota que nunca tinha saido de casa antes, e que sempre foi adjetivada de "chorona e sensível demais". Eu sei que é estranho sentir isso agora que os vestibulares estão cada vez mais pertos... enquanto eu deveria estar louca-desvairada, é estranho estar tão pacífica.
Sim, eu morro de saudades da minha vida de antes, de quando eu saia todo final de semana, passava tardes na padaria com as meninas, quando eu achava que já tinha estudado o bastante (o que corresponde com NO MÁXIMO 10% do que eu estudo hoje - e ainda não me dou por satisfeita) para as provas semanais ou quando eu estudava para matemática e química assistindo tv e mesmo assim tirava 100 nas provas... Bons tempos de quando tudo era mais fácil. Mas eu sei que esse ano é uma fase da minha vida. Eu tinha que passar por ela, e ela me faz muito bem. Isso é difícil de entender, concordo. Mas eu sempre fui do tipo de ver "o lado bom das coisas". Raro é quando me veem triste ou cansada (ou é culpa do vestibular ou porque eu esqueci de tomar Ginkgobiloba por váários dias - ele funciona!). "Ver o que é bom" me faz bem.
Sem contar o que está acontecendo nesses últimos três dias. Muitos me surpreenderam. Meus amigos, tanto os "velhos", de Colorado, quanto os "novos", daqui de Curitiba, mostraram um grande afeto por mim chamado saudade, e eu também senti deles, mas não esperava. Os professores com os quais eu conversei, principalmente o Nadim e o Fábio (mas este último falou para a sala), que me animaram de forma magnífica - obrigada, Nadim, pelas palavras de hoje. E pelos desconhecidos, que me fizeram um bem danado - não falarei o porque.
Eu sou uma eterna sonhadora (eterna até demais), e esperançosa também. Eu me animo muito fácil - não sei se isso é bom ou ruim, mas voi la. Ao mesmo tempo que eu gosto das músicas da desvairada da Pink, eu adoro o ritmo romanticóide da Hilary Duff ou da Taylor Swift. Alías, por mais que eu tente, eu não consigo esconder que sou "romantiquinha" ao extremo (maas isso não vem ao caso). Só sei que isso me faz bem.
Eu só espero que esse meu sentimento seja verdadeiro, e que TUDO que eu sonho para mim - e enfatizo, TUDO - dê certo. Está certo, não serei exigente, alguma coisa ou outra pode ficar para depois (não a vaga na universidade, ela não) ... Não tenho tanta pressa, vou viver para mais de 100 anos, tenho uma vida pela frente...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

"Sei lá, sei lá...

... A vida é uma grande ilusão
Sei lá, sei lá
Só sei que ela está com a razão."

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sorte de Hoje:

Estude como se você fosse viver para sempre. Viva como se você fosse morrer amanhã!"

("If live is a dance floor, God is a DJ!!")

terça-feira, 30 de junho de 2009

Trindade Santa

Já deixei muitas coisas nessa vida.

Alegrias, tristezas, indiferenças.
Família, amigos, paixões
Notas, provas, trabalhos.

Conversas, brigas, reconciliações
Sonhos, realidades, histórias
Vícios, hobbies, desenhos.

Mas nunca deixei uma tríplice aliança,
uma santíssima trindade,
poderosa, unipotente.

Essa trindade vive comigo
está em mim.
Sou sua prisioneira voluntária.

A minha vida
é a minha santíssima trindade:

Meu passado.
Meu presente.
Meu futuro.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Boas conversas

(...)
_ Então, o Matt é muito amigo, eu adoro ele.
_ E eu adoro pão de queijo! hehe.
_ Eu falei para ele, quem me dera, Matt!
_ E continuou, "é ele que tá pegando!" hehehe.
_ Hahahaha, não, ele quer é acabar comigo, isso sim!
_ Ai ai, eu tô me divertindo com essa história!
_ Muito obrigada, você se diverte com a desgraça da sua amiga aqui!
_ Não é desgraça, é bonitinho!
_ Então, daí o Matt: "Você está...?", e eu disse que não.
_ É muita meiguice junta!
_ Pois é amiga, eu amo ele. (esse ELE já não é mais o Matt, é um amigo aê!)
_ É fato, com amigo normal não rola isso.
_ Ah, eu até me estresso com ele!
_ Aiai, quem via essa guria pensava "que anjo, que descência"! Fala a verdade, tá disvirtuando os curitibanos?
_ Ahn? Quem, eu? Não (sic*). Minha barriga tá doendo de tanto rir.
_ Na minha terra isso se chama "prenhez", mas... Avisa ele (sic)! Parabéns pro papai!
_ Vou avisar, calma aí.
_ Não acredito! eu queria tanto conhece ele só pra zuar ele nessas horas!



_ Comenta lá, só tem um comentário, do Carlos. Adoro o Carlos, ele é muito presente.
_ E ele é profundo né, ele escreve tão bem!
_ Ele me faz chorar... Hehe, daqui a pouco as duas vão estar se estapiando pelo coração do Carlos.
_ "O nerd de hoje é o rico de amanhã, garota escolha já seu nerd!"
_ Ah, eu amo essa música, até porque o cara mais sexy que eu conheço é o Bill Gates.



_ Meu Deus, você acabará comigo! "...essa daqui é aquela amiga da Rê (sic) que eu tinha falado pra vcs!"
_ Olha só, a Helena tentando tirar proveito da situação!
_ Tem baterista?
_ Tem de tudo! hehe.
_ Nem te conto quem veio falar comigo hoje... Rex (direeeto do túnel do tempooo!). Ele chegou e perguntou: "namorando muito?" Eu disse: "não".
_ Aiai, esses moços só prometem!
_ Coitado, ele não entende o que ele é (sic). Eu vou conversar o que com ele, pagode? E convenhamos, a gente não pode passar a vida toda assim, né?! Poder pode, mas num deve! hehehe.
_______________________________
O texto sofreu algumas [muitas] alterações do original, tanto de falas, quanto de ordem, para ter mais sentido. Aquilo que ficou subentendido, subentenda. Ela sabe as ocultações feitas. Melhor para mim. E para ela. Helena, te amo! Só com você mesmo para ter essas boas conversas. Minha amiga mesmo, de verdade.

domingo, 21 de junho de 2009

Brincadeiras da vida

Um grupo de crianças passeava pelo parque. Todas brincavam, felizes, sem se preocupar com a vida, sem se preocupar com a morte, sem se preocupar com o amanhã.
Quando eu as vi, fiquei a pensar. Lembrei-me de certo dia, quando eu tinha uns oito anos, que eu falei pra minha mãe:
_ Não vejo a hora de ser adulta, mãe!
E ela me respondeu:
_ Filha, não pense nisso. Viva essa sua infância tudo o que você puder. Brinque, ria, aproveite o Sol, porque isso vai passar, e você sentirá muita falta do seu passado.

Pois é, mãe é mãe, como ela tinha razão. Eu vendo aqueles meninos e meninas contentes, sem se preocupar com contas, com uma profissão, eles tinham todo o tempo do mundo para eles, não havia vingança, ódio, inveja... O máximo que eles podem fazer é gritar "Seu chato!", e isso não é o fim da vida para eles. Eles não precisam se preocupar com estudos, com carreiras, com futuros.

Já nós, adultos, não. Não tenho tempo pra mim, é só estudos, preocupações com dinheiro, pensar numa carreira. Meu maior medo é sonhar tanto, e realizar quase nada! Há quanto tempo eu não tenho três horas livres, para assistir um filme! Há quanto tempo eu não saio à noite, numa festa, só pra curtir, pra dançar, pra ouvir uma boa música. Tudo culpa da nossa forma de vida, não que seja errada, mas que nos torna injustos com nossas próprias vontades. Eu preciso estudar, passar no vestibular, há uma espectativa dos outros e minha sobre mim mesma. E o pior, vivemos na defensiva, sempre com "um pé atrás", acreditando que aquele está do seu lado só se faz seu amigo, mas ele na verdade quer seu mal. Qualquer palavra mal dita para nós é sinônimo de ofensas, desacatos.
Essas crianças ainda possuem a verdadeira liberdade. Nós adultos esperamos, algum dia voltar a tê-la.

Hoje, se eu pudesse, diria à minha mãe:
_ Mãe, quero voltar a ser criança!

Mas já é tarde demais.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Muito bem,

Depois desse meu devaneio, estou tentando voltar aos meus sóbrios pensamentos. (Hahá!)
Se bem que aqui, acho que ainda não consegui escrever nenhum texto que eu esteja totalmente sóbria. Não porque eu bebo, quem me conheçe sabe, eu nunca provei nem Smirnoff Ice na vida, quem diria EU ser uma embriagada. O máximo pra mim é uma Amarula.
Mas é que eu não consigo, sou movida à sentimentos, eu falo demais se nervosa, eu choro demais se triste, eu canto demais se feliz, eu me calo demais se chateada.

E o que me surpreende é que existem pessoas que se consideram "frias e calculistas" o bastante para entenderem o "íntimo dos outros"....
Aaah, logo no início do cursinho, já me disseram que sabiam "quem eu era", que o "sexto sentido" dela já havia dito à ela como eu era.... MEU DEUS, avisa pra mim quem eu sou então, por favor, porque eu não consegui me descobri por inteira não, viu!
O melhor é que nos afastamos, e por isso creio que, dessa vez, ela percebeu que seu sexto sentido falhara.

Já disse isto aqui: adoro quando as pessoas me surpreendem. Gosto mais ainda quando eu consigo me surpreender! Eu passei a minha vida inteira achando que eu era uma menina mimada e chorona, frágil, fraca e indefesa! MAS NÃO, eu não sou assim!! Eu sou mais forte que pessoas que EU as considerava fortes!

Boom, então até eu já julguei alguém... É impossível, não há como não fazê-lo, se um julgamento não é um catarse, é uma justificativa simplória de algo que você não é (ou acha que não é!). Desde quando nós, humanos, tivemos a capacidade de pensar, passamos a julgar! Por que você acha que começamos a domesticar animais? Ora, simples: porque nós os julgamos inferiores à nós!! Ou então, porque das cotas para negros? Porque alguns de nós (e nesse caso até deles, que se bancam em escolas particulares, mas na inscrição tá lá, COTISTA) os consideramos inferiores à nós!

É inevitável, mas isso faz parte de nós, como amar, como comer, como durmir! É um pecado rotineiro, por toda a vida, até o fim.

E quem foi que disse que éramos perfeitos?

domingo, 14 de junho de 2009

Os vivos e os vivos.

F5. Essa é minha resposta ao "delete", de Lya Luft.
Depois de dois finais de semana, voltei à minha rotina de domingo: comprar um livro, sentar numa poltrona da Megastore e ler Veja. E nela, há sempre um texto que eu nunca deixo de ler: o da Lya luft. A escritora é célebre, os seus textos são ótimos. Para mim, o melhor dos poucos que eu li dela, foi o dessa semana.
Lya escreveu "Os vivos e os mortos", dizendo que morrer não é um simples "delete", e que cada pessoa tem o seu tempo para se acostumar com a ideia de morte.
Isso me fez pensar.

Assim como ela, creio que tive que me dar com o medo da morte cedo: aos 8 anos de idade meu pai teve um derrame. Mas não um AVC comum, ele tem um buraco no ventrículo direito, onde o sangue coagulou por anos, se soltou e foi para o cérebro. Não tenho muitas lembranças dessa época... só flashes, muito se apagou. Outro dia minha mãe me contou que, com o meu pai ainda na UTI, ela estava saindo da casa da minha tia, onde estávamos, para ir à Igreja. Eu sai atrás dela e disse "Já perdi meu pai, e agora eu vou perder você?". Isso pra mim foi um choque, que atitude foi essa a minha? Não me via assim quando criança. Ainda bem que não lembro muito.
Mas enfim, graças a Deus meu pai não morreu, não sei o que seria de mim hoje sem ele. Mas tive medo.
Depois, só agora à 2 anos, minha vó (e madrinha), morreu. Chorei, sim. Rezei, sim. Mas a tristeza logo passou. Não porque eu não amava ela, mas porque tive a certeza de que ela sempre me amou.

É engraçada a relação entre a vida e a morte. Quando agente sente a falta de alguém que já morreu é porque nós realmente gostávamos dela. Independentemente de ela estar presente físicamente, ela estará conosco nos nossos sentimentos, nas nossas lembraças. Agora, mais interessante é a relação dos vivos com os vivos. Já pensou em quantas pessoas que já conhecera na vida, mas que você nem liga de ter perdido contatos com ela? Talvez nem se lembre de todos! Porque, se você lembrar, é porque de alguma forma, ela marcou sua vida.
Atualize, renove, refaça. Não esqueça do que veio antes, mas aceite o que está por vir. Relembre sempre aqueles que foram, mas não se esqueça daqueles que fazem parte de você neste momento, estando eles distantes ou realmente muito próximo de você.

Porque "O passado é história, o futuro é mistério, o agora é uma dádiva e por isso se chama presente."

quinta-feira, 4 de junho de 2009

MINHA ideologia...

"You take what you get and you get what you give
I said, don't run from yourself, man, that's no way to live
I've got a record in my bag you should give it a spin
Put your hands in the air so that life can begin

If God is a DJ, life is a dance floor
Love is a rhythm, you are the music
If God is a DJ, life is a dance floor
You get what you're given, it's all how you use it

Then get your ass on the dance floor!!"
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sábias palavras de P!nk.